Aos domingos, até o final deste mês, os visitantes do Parque Zoológico Municipal "Quinzinho de Barros" podem conferir uma exposição interativa sobre o Mico-Leão-Preto, o "Bicho do Mês". Promovida pela Área de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), por meio do Zoo, a ação educativa é constituída por uma atividade realizada em frente ao recinto do animal "homenageado".
O objetivo é trabalhar as questões relacionadas à conservação do animal e de seu habitat, apresentando e incentivando ações individuais e coletivas sustentáveis, que contribuem para a melhoria da qualidade ambiental (conservação do habitat do animal) e, consequentemente, da qualidade de vida.
O Mico-Leão-Preto é uma espécie da Mata Atlântica ameaçada de extinção e que está presente em uma Unidade de Conservação próxima a Sorocaba, no município de Buri. O bicho possui grande importância na dispersão de sementes e também no controle de populações de outros animais, como insetos e pequenos anuros.
No Zoo de Sorocaba existe um casal de Mico-Leão-Preto. O macho chegou em 2003. Apesar de ter nascido na natureza, o mico vivia no zoológico de Buri, quando adoeceu e parou de comer devido a um problema na dentição. A partir desse momento, ele veio para o "Quinzinho de Barros" para tratamento e vive aqui deste então. A fêmea nasceu em cativeiro, no Zoológico de São Paulo, e em 2006 chegou ao Zoo local. De acordo com a equipe do parque, todos os anos observa-se o cruzamento do casal, porém, ainda não houve procriação.
O "Quinzinho de Barros" fica na Rua Theodoro Kaisel, 883, na Vila Hortência, e funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. Informações pelo telefone 3227.5454. Seguem mais detalhes sobre a espécie:
Nome popular: Mico-Leão-Preto
Nome científico: Leontopithecus chrysopygus
Ocorrência: Estado de São Paulo
Habitat: Arborícolas endêmicos da Mata Atlântica
Alimentação: Os micos-leões apresentam características morfológicas bem adaptadas à insetivoria, como dedos muito longos que facilitam a micromanipulação na captura de insetos ou larvas introduzidos nos pequenos buracos dos galhos das árvores. Também inclusos em sua dieta estão os pequenos vertebrados e invertebrados, frutos silvestres (preferencialmente carnudos) e, menos frequentemente, geralmente nas estações secas, gomas ou exsudatos caso os encontrem escorrendo pelo tronco das árvores.
Reprodução: Em cativeiros são monogâmicos, enquanto na natureza, a fêmea dominante pode encontrar vários parceiros. Produzem dois filhotes por ano, que pesam 60 g em média.
Curiosidades: Vivem em grupos familiares, de dois a 11 indivíduos. Seus abrigos encontram-se normalmente entre 1,5 e 15 metros acima do solo das florestas, normalmente representados por cavidades nas árvores, com entradas de pequenos diâmetros, garantindo maior dificuldade de acesso dos potenciais predadores.