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Estudantes da Unip realizam pesquisa sobre os peixes existentes no Rio Sorocaba

Alunos do curso de Biologia da Universidade Paulista (Unip) estão desenvolvendo uma pesquisa sobre os peixes existentes no Rio Sorocaba. O objetivo principal desse estudo é avaliar se o rio precisa de "peixamento" - colocação de peixes no meio aquático - e verificar o comportamento das espécies existentes no local.

Realizada desde julho de 2012 pela Unip, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba (Saae), com patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), essa pesquisa está sendo realizada em três fases.

Na primeira fase foi realizado o levantamento das espécies. Os universitários identificaram 35 espécies no trecho urbano da cidade. Segundo Welber Smith, diretor de Educação Ambiental da Sema e coordenador da pesquisa na Unip, esse número pode chegar a 50.

Em seguida, está sendo feito o estudo sobre a migração dos peixes. Uma vez por semana, os estudantes de Biologia vão em dois pontos de correnteza do Rio Sorocaba: na cachoeira dos Guimarães, em Votorantim, e na antiga Usina San Juan, em Cerquilho. Lá os exemplares são pesados, medidos e identificado o sexo antes de voltarem para a água, permitindo a catalogação das espécies. Os dados são registrados e cada exemplar é identificado com uma miçanga colorida presa na região dorsal.

Das 35 espécies levantadas, cinco nadam contra a correnteza para a reprodução, o que indica a boa qualidade da água do Rio Sorocaba. São elas: canivete, tabarana, piau, lambari e curimbatá.

Welber ressalta que as condições climáticas também interferem na rotina dos peixes e, consequentemente, em sua reprodução. "No ano passado, a subida dos peixes aconteceu no mês de dezembro. Já neste ano, esse período retardou. Eles estão subindo o rio para se reproduzirem somente agora no final de janeiro", destaca. Esse período se estende até março.

Por último, na terceira fase, será feita a reprodução em laboratório de exemplares de tabarana e curimbatá para obter os alevinos e fazer a soltura no rio. De acordo com Welber, foram escolhidos esses peixes, por se tratarem de espécies mais sensíveis e exigentes às condições do rio.

A Secretaria do Meio Ambiente solicita que se algum munícipe pescar um desses peixes identificados com a miçanga, que entrem em contato com a Sema pelo telefone 3219.2280. Com isso, os estudantes terão mais informações sobre os exemplares para serem adicionadas ao estudo.

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