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Evento apresentará a Conferência Internacional de Parques Tecnológicos

Em evento agendado para o dia 1º de março, a Prefeitura de Sorocaba e a Agência de Inovação de Sorocaba (Inova) vão apresentar dados de como será a Conferência Internacional de Inovação em Parques Tecnológicos (Conintec) a empresários e imprensa. Programado para os dias 4 a 6 de junho, na cidade, a Conintec marcará a inauguração e o início das operações do Parque Tecnológico de Sorocaba.

A primeira fase das obras, que será entregue em junho, congrega o Núcleo (estrutura central) do Parque Tecnológico que terá cerca de 11 mil m2 de área, dos 20 mil m2 de todo o parque. Considerado o centro de inteligência, o Núcleo contará com laboratórios e centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação, prestação de serviços técnicos especializados, eventos técnicos, gestão e planejamento, além de incubadora de empresas de base tecnológica.

Iniciativa da Prefeitura e do Governo do Estado de São Paulo, o Parque Tecnológico de Sorocaba atrairá também investimentos de laboratórios privados e públicos, de universidades e de centros de pesquisas, bem como representações de associações de classe e órgãos certificadores. Funcionará na articulação entre empresas e instituições de pesquisa.

Em Sorocaba, o incentivo à pesquisa e à inovação começa já no ensino médio, amparado pela Lei Municipal de Inovação, a primeira do Estado e criada exclusivamente para fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico. Conforme ressalta o prefeito Vitor Lippi, o PTS pertencente a 3ª geração de Parques Tecnológicos e vai funcionar como uma cidade do conhecimento, transformando a pesquisa em benefício das pessoas.

Até o momento, dez universidades e instituições de Ensino Superior e Técnico foram convidadas e manifestaram interesse em instalar laboratórios de pesquisas no Parque Tecnológico de Sorocaba: PUC-SP, Fatec-Sorocaba, UFSCar-Sorocaba, Facens, Uniso, Unesp, USP, FEI e Mauá. No local também deverão funcionar a incubadora de empresas de base tecnológica, órgãos certificadores, INPI, Inmetro, IPT, entre outros.

Entenda as gerações de Parques

Segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), um estudo do cenário internacional permitiu a identificação de três grandes tipos de Parques Tecnológicos, que caracterizaram "gerações", em função da época em que foram predominantes e dos elementos que os tornaram singulares.

Parques de 1ª Geração – Parques Pioneiros - criados de forma natural, para promover o apoio à criação de Empresas de Base Tecnológica, as chamadas EBTs e a interação com universidades fortes e dinâmicas. Neste tipo de parque é possível identificar claramente as condições favoráveis à inovação e ao desenvolvimento empresarial tais como: cultura empreendedora, disponibilidade de recursos humanos e financeiros, infraestrutura de qualidade, etc.. Em geral, tiveram apoio e/ou investimento estatal significativo e alcançaram alto grau de relevância estratégica para o país e/ou região. As iniciativas dos parques pioneiros permitiram que nações/regiões pudessem assumir uma posição competitiva privilegiada no desenvolvimento tecnológico mundial. Um caso clássico de Parque Pioneiro é o Stanford Research Park, do qual se originou a região inovadora conhecida como Silicon Valley.

Parques de 2ª Geração – Parques Seguidores - Criados de forma planejada, formal e estruturada, para "seguir" os passos de uma "tendência de sucesso" estabelecida a partir dos Parques Pioneiros. Quase sempre tiveram apoio e suporte sistemático estatal (nacional, regional ou local) e visavam, essencialmente, promover o processo de interação universidade-empresa. Também estimularam o processo de valorização (financeira ou institucional) de áreas físicas ligadas aos campis de universidades, criando espaços para implantação de empresas inovadoras no contexto de uma determinada região, com pretensão de se tornar um polo tecnológico e empresarial.

Em geral, os resultados desta "geração" de parques tecnológicos são modestos, restringindo-se a impactos locais ou regionais. Este tipo de PqT constituiu um verdadeiro "boom" que se espalhou por universidades e polos tecnológicos de países desenvolvidos da América do Norte e Europa, ao longo das décadas de 70 a 90.

Parques de 3ª Geração – Parques Estruturantes - reúnem as experiências dos parques de 1ª e 2ª geração e estão fortemente associados ao processo de desenvolvimento econômico e tecnológico de países emergentes. Criados como fruto de uma política regional ou nacional; e orientados para promover um processo de desenvolvimento socioeconômico extremamente impactante, os Parques Estruturantes contam com investimento estatal e são orientados para o mercado globalizado. Em geral, estão integrados a outras políticas e estratégias de desenvolvimento urbano, regional e ambiental. Este tipo de parque é influenciado por fatores contemporâneos, como facilidade de acesso ao conhecimento, formação de clusters de inovação, ganhos de escala motivados pela especialização, vantagens competitivas motivadas pela diversificação e necessidade de velocidade de desenvolvimento. Exemplos de Parques Estruturantes podem ser facilmente identificados em países como Coréia, Taiwan, Cingapura, entre outros.

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