
A Denise, o Paulo e os Vitores (filhos da Denise e da Ana) nos levaram ao Aeroporto de Viracopos em Campinas-SP para o embarque. O check-in foi fácil e o atendente nos avisou que não era preciso se preocupar com o excesso de bagagem por ser vôo fretado, nós não estávamos preocupados, a volta é que seria problema.
Já a bordo, a TAM nos “presenteou” com um fone de ouvido que só pode ser utilizado naquela aeronave, já que tem dois pinos, diferente de todos os outros, e um lanchinho que não merece este nome.

Foi um pãozinho com uma fatia de peito de peru e queijo (pelo menos foi o que disseram porque se ambos existiam estavam bem escondidinhos), um copo de refrigerante, ou suco de laranja ou ainda poderia ser um copo de água. Levando-se em conta que a última refeição havia passado pela boca há pelo menos seis horas, a situação não era boa, mas como dizia a minha mãe “abrigo e virado sempre é de bom grado”, o que nos salvou da fome foram providenciais lanchinhos presentes na bagagem de mão. Eram bolachas de nata enviadas pela tia Chica lá de Cambuí nas Minas Gerais. Tentamos cochilar, mas a poltrona é péssima, então a Ana se acomodou no meu ombro e dormiu um pouco. O piloto (ou comandante?) disse, numa voz de condutor de Metrô, que voávamos a 850 km/h a uma altitude de 800 metros e mais alguma coisa inaudível.

A viagem foi tranqüila com apenas uma pequena turbulência para dar mais emoção. A TV passa um programa infantil Disney de péssima qualidade, o melhor foi procurar uma rádio com MPB, foi o que fizemos. Existem doze estações, uma delas é o som da TV.
É a primeira vez que a Ana voa e ao redor observo as pessoas a bordo de aparência simples como a nossa e que devem estar voando pela primeira vez também, pela forma como se comportam.
Viagem à Fortaleza realizada em 2008. Ana Paula e Neucy